O respeito é um direito sempre! Uma jornada pelo fim da violência contra as mulheres.

O respeito é um direito sempre! Uma jornada pelo fim da violência contra as mulheres. Roma (Itália). A violência contra as mulheres é uma chaga que a humanidade ainda não conseguiu curar. Não se alcançaram ainda os objetivos pelos quais a comunidade se pôs em movimento há tempo: eliminar a violência em relação às mulheres, devolver ao mundo feminino um papel que não seja mais de sujeição e de objeto sobre o qual os homens desafogam sua brutalidade e sua impotência contra o mundo.

Continuam, todavia, a encher as crônicas, os delitos atrozes de assassinato de mulheres, formas de violência que, exercitadas sistematicamente sobre mulheres, anulam sua identidade com a sujeição física ou psicológica, até à escravidão e à morte. Milhões de mulheres e meninas no mundo todo são agredidas, violentadas, mutiladas, até mesmo mortas naquela que representa uma das mais atrozes violações de seus direitos humanos. Do campo de batalha ao ambiente doméstico, na rua, na escola, no lugar de trabalho e na própria comunidade, até 70% das mulheres viveram experiências de violência física ou sexual no decorrer da própria vida. Cerca de um quarto das mulheres grávidas foram atingidas. Com frequência os responsáveis permanecem impunes. Mulheres e meninas têm medo de falar abertamente a respeito disso, devido à existência de uma cultura de impunidade. Ocorre, portanto, combater a sensação de medo e de vergonha que penaliza vítimas que já tiveram que sofrer um crime e devem, depois, confrontar-se com a condenação social daí derivada.

Michelle Bachelet, Vice Secretária Geral e Diretora Executiva de UN Women, a agência que a ONU instituiu recentemente, afirmou que, ainda que tenha havido notáveis progressos nas políticas nacionais dirigidas à redução da violência contra mulheres, resta muito ainda a ser feito. Mais de cem países estão carentes de uma legislação específica contra a violência doméstica e mais de 70% das mulheres no mundo, no decorrer de sua vida, foram vítimas de violência física ou sexual por parte de homens. A violência, acrescentou a Diretora Executiva, está influenciando negativamente sobre resultados escolares das mulheres, sobre suas capacidades de sucesso no trabalho e sobre sua vida pública, afasta progressivamente as sociedades de alcançar o objetivo da igualdade de gênero.

Com a resolução 54/134 de 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 25 de novembro como Jornada Internacional pela eliminação da violência contra as mulheres e convidou os governos, as organizações internacionais e ONGs a organizarem atividades dirigidas a sensibilizar a opinião pública sobre o problema naquele dia. Esta data foi escolhida em lembrança do brutal assassinato, em 1960, das três irmãs Mirabal, consideradas exemplos de mulheres revolucionárias, pelo empenho com que tentaram contrastar o regime de Rafael Leonidas Trujillo ( 1930-1961), o ditador que manteve a República Dominicana no subdesenvolvimento e no caos por mais de 30 anos. No dia 20 de dezembro de 1933 a Assembleia Geral, com a resolução 48/104, adotou a Declaração sobre a eliminação da violência contra as mulheres.

Não podemos esconder que há muito que fazer ainda. Por isto, também em 2013, tantas situações, escolas, associações e outras entidades, estão promovendo várias iniciativas de sensibilização. O dia 25 de novembro é um dia de ação para denunciar o drama da violência contra as mulheres, empenho em não tolerar atos de violência em relação às mulheres e a promover a renovação social capaz de mudar os pressupostos que constituem o terreno do qual a violência se nutre. Foram organizados encontros e eventos no mundo todo, faixas da sociedade em momentos simples, mas plenos de significado, estimulando à reflexão e convidando cada um a oferecer a própria contribuição em contraste com a violência.

A violência não se combate instituindo um “dia contra”, mas agindo 365 dias no ano através da cultura, educação, sensibilização!

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