A África? É chic!

A África? É chic! Roma (Itália). Serão 6 os países africanos, 14 os jovens artistas emergentes e 250 as meninas que descobriram a liberdade artística, e de 19 a 23 de março, na sede de Fandango Encontro, em Roma, apresentarão um espetáculo artístico cheio de vida.  O evento, proposto por Missão Jovens FMA Onlus (http://www.missionegiovanifma.org/) e organizado em colaboração com Fandango Encontro e Projeto ABC da Região do Lazio, contará histórias e emoções do Congo Brazzaville, da Costa de Marfim, do Gabão, de Moçambique, da República Democrática do Congo e do Togo, que se entrelaçarão para fazer viver, com a arte, a mesma existência. 

A associação Missão Jovens FMA Onlus, fundada em 2010, tem como referência as 1414 comunidades do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora situadas em 93 países, em todos os continentes, para realizar programas com finalidades preventivas e de apoio das faixas mais vulneráveis, que chegam além de 3 milhões de beneficiários diretos.  Destina-se aos jovens, com uma atenção particular à meninas, aos jovens em situação de risco e às mulheres em condições precárias,  promovendo-lhes educação e o desenvolvimento socioeconômico e lutando contra toda forma de violência e exploração.

Seis centros juvenil dirigidos pelas Filhas de Maria Auxiliadora colaboraram na realização dos ateliers.  Em Abidjan, no bairro popular de Koumassi, o Centro Juvenil conta com cerca de 300 crianças e jovens e se expressou na pintura a óleo e sobre tecido, na realização de aquarelas e postais e na cerâmica.  Em Lubumbashi no leste da República do Congo, centro de riquezas minerais, mas também de exploração de crianças, no Centro de recuperação de meninas de rua foi realizada uma oficina de cartolinas com palha de milho e folhas de bananeira, secas e alisadas. Em Lomé, no Togo, o Centro profissional exprime a própria fantasia em criações de moda: tecidos, vestidos, malhas, sacos de ombro e ‘infradito’.  No Gabão, em Oyem, no coração da floresta equatorial, as meninas e meninos inventam seus jogos e os ‘gadget’ reciclando o que encontram.  Em Pointe Noire, artistas e jovens artistas do centro juvenil, nascido durante a guerra civil do Congo Brazzaville, são especialistas em pintua a óleo.  Yaoundé, capital de Camarões, é uma cidade muito ativa artisticamente, e propositiva, especialmente para trabalhar em madeira.  Em Moçambique, Maputo, um centro nascido durante a guerra civil para recuperar os meninos de rua, especializou-se em artigos de  papelaria e presentes, e em esculturas de pedra Ebigú combinadas com ráfia.

A arte torna possível “ver” e exprimir a si, o mundo, a vida diária para além do que as palavras possam revelar.  A expressão artística ativa recursos interiores inexplorados e a capacidade de elaborar o que viveram dando-lhe uma forma que outros possam perceber e enriquecer com a própria interpretação. As imagens não mentem, são imediatas, autênticas, partem do profundo e não criam barreiras de defesa.  Falam uma linguagem universal e se tornam chave para entrar no imaginário e na cultura de um povo, para perceber melhor a sua alma.  Olhando estas fatias de vida, aprendemos a conhecer melhor também “os e as jovens artistas” que, através do exposto, quiseram comunicar sua vitalidade, evocar a realidade colorida, momentos de alegria, de esperança, de compromisso, quase um paleta da humanidade.   

A África é chic é uma abordagem para a arte sem esterótipos ou preconceitos para permitir que jovens talentos surjam e entrem no diálogo entre culturas diferentes.
Vítimas por um tempo, estas jovens hoje descobrem a vida através da arte, a liberdade de se exprimir, e recomeçam a viver graças a um ato de criatividade.  Os trabalhos produzidos serão apresentados nos próximos meses em outras exposições, em algumas cidades italianas, com o objetivo de favorecer o comércio e comparações interculturais.

A mostra inaugurada no dia 19 de março poderá ser visitada até o dia 23 de março, das 10:00 às 21:00 horas.

 

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1 commento
20/03/2014 19:06:54 - Eleonora

W l'Afrique! Quelle merveille.


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